sexta-feira, 10 de abril de 2009
4 estagio
segunda-feira, 30 de março de 2009
Crime sempre será Crime
A cada apreensão de drogas, a cada roubo, furto, assalto, assassinato, dentro outros crimes que estão inseridos diariamente no seio social e que chocam de alguma forma a população, os meios de comunicação informam, algumas vezes de maneira tendenciosa, relatam, emitem opinião sobre as conseqüências e combate ao crime, de forma minuciosa, usando um critério de demonstrar apenas a situação intrínseca aos fatos delituosos e deixam de demonstrar os fatores extrínsecos, ou seja, os vários motivos que levam o agente a praticar tal atitude antijurídica.
Temos que entender que todo crime independente de quem o pratique e de que forma o pratique é um fato que deve ter sua conseqüência conforme determina a ordem jurídica do país. Agora é indiscutível que há crimes que trazes conseqüências mais sérias, mais drásticas e contribuem ainda mais para aumentar a desigualdade social de um povo. O caso acima mencionado é um deles. Esses 600 milhões de reais que foram sonegados e que deveriam estar nos cofres públicos é o dinheiro que deveria está sendo usado na melhoria da merenda escolar, da compra de armas para as polícias, em investimentos na educação, em infra-estrutura, entre outros, melhorando a qualidade de vida das pessoas que pagam honestamente seus impostos.
Esse é um crime que tem que ser combatido seriamente e intensamente pelas polícias, será que existe apenas uma ELIANA?. Ou Eliana Tranchesi é apenas a ponta de um Iceberg enorme? O mundo evolui e a tecnologia acompanha a evolução do planeta, trazendo diariamente, novidades que surpreendem a inteligência humana, por este motivo, é que a polícia também tem que investir em inteligência se equipar das melhores tecnologias para combater em proporções maiores o crime.
domingo, 29 de março de 2009
Educação versus violência
Fica a questão: a educação pode ser remédio contra a escalada da violência e da criminalidade? A resposta dos especialistas entrevistados pelo Universia é clara. Sim, é possível, desde que haja uma transformação na linha pedagógica e no próprio processo de ensino, e que a própria educação seja utilizada não apenas como uma forma unilateral de se transmitir conhecimento, mas de formar cidadãos. Conforme os entrevistados, dar às crianças e jovens acesso contínuo à educação é um dos fatores que diminuem as estatísticas de criminalidade e reduzem a incidência (ou reincidência) de casos de violência de qualquer espécie.
Mas frisam também que ela, sozinha, não pode resolver todos os problemas. "A educação é fundamental na melhora da qualidade de vida de um indivíduo, mas não pode ser considerada um elemento redentor. Existe uma percepção errada em nossa sociedade de que, quando todo o resto falha, a escola tem de resolver. A maioria dos casos de violência dentro das escolas reflete apenas um problema trazido de fora", opinou o pesquisador do Crisp/UFMG (Centro de Estudos de Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais), Robson Sávio Reis Souza. Apesar de soar como afirmação óbvia, o pesquisador - que também ministra aulas de políticas públicas de educação na PUC/MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) -, frisa: "várias pesquisas apontam para coincidências entre indivíduos vulneráveis sócio e economicamente e a violência. Existe um senso comum de que pobre é violento, e isso se exacerba sobretudo com quem tem problemas de moradia, saneamento básico e educação", conta.
O psicólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos de Violência da USP (Universidade de São Paulo), Renato Alves, concorda e vai além: "A violência está disseminada na sociedade, já é cotidiana. A escola é apenas mais um cenário. A educação, para atuar como elemento de correção, precisa estar encaixada dentro de políticas públicas estruturadas, que envolvam o acesso das pessoas à saúde, ao trabalho, à cultura, ao esporte. A educação, sozinha, não dá conta da violência", diz. Com pesquisas de campo em colégios da periferia das zonas Leste e Sul da cidade de São Paulo, com destaque para o Jardim Ângela, o pesquisador da USP revelou que, em conversas com gestores, docentes e alunos, duas constatações sempre eram tiradas: ou a escola era violenta demais ou não existia nenhum indício de violência no local, apenas eventos esporádicos. À conclusão de Alves segue uma terceira via: a escola nada mais é do que o reflexo da própria comunidade onde está instalada.
Na companhia de dois colegas do Núcleo - criado em 1987 pela instituição de ensino -, ele se prepara para lançar, no próximo dia 8 de maio, o livro "Violência na Escola". "Elaboramos a obra pensando justamente em estratégias de como a educação pode conter a violência", explicou Alves. Ficamos, assim, diante de um paradoxo: se a escola é um reflexo de uma sociedade violenta e, sozinha, não tem muito como contribuir, como justificar a idéia de que a educação pode funcionar como um antídoto para isso? Para Renato Alves, da USP, é simples: "a escola, por si só, é um espaço conflitivo, de troca de experiências e culturas. Mas, também, tem de ser entendido como um espaço de socialização, e seu papel é ensinar às crianças a respeitar essas diferenças, o espaço dos outros, o que passa pela mudança nas linhas pedagógicas adotadas atualmente", conclui.
O especialista entende que o erro da maioria das instituições de ensinos é se omitir diante de pequenos conflitos, como brigas no recreio, "naturalizando" essas situações. "Está errado. O papel da escola é, desde cedo, transmitir valores, noções de cidadania e deveres para todos. É o que lá na frente chamamos de exercício da democracia e ninguém entende. E isso passa, inclusive, pela relação professor-aluno, que é muito ruim. Em uma situação em que a qualidade dos professores e alunos não é boa, o ensino é precário e os estudantes não são ouvidos, a realidade de fora da escola se reflete lá dentro", conta.
Os reflexos existem. Pesquisa divulgada nesta semana pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) feita com 684 docentes, no fim do ano passado, revela que 87% afirmaram conhecer algum caso de violência dentro de unidades escolares. Cerca de 76% dos entrevistados disseram acreditar que a principal causa dos problemas de violência residem nos conflitos entre os próprios alunos. Outros dados alarmantes referem-se ao fato de 70% dos docentes afirmarem saber sobre casos de tráfico de drogas dentro da escola e outros 74% disserem conhecer professores que já sofreram ameaças de agressão física ou até mesmo de morte.O sociólogo Lúcio Castelo Branco, da UnB (Universidade de Brasília), lembra que a escalada da violência é resultado, também, da própria mudança de estrutura das famílias brasileiras nas últimas décadas. "A família brasileira, hoje, é um problema gravíssimo, já que um quinto delas é chefiada por mulheres. Como fazer com que elas trabalhem, cuidem da casa e eduquem os filhos?", questiona. O professor, assim, reitera a opinião da importância da escola. "Mas tem-se não apenas de se preocupar com a educação, que é a internalização de hábitos, regras e costumes que tornam o sujeito controlado, equilibrado. É preciso oferecer instrução básica às crianças, que viria de uma perspectiva pedagógica mais criativa. Pressupõe-se, com isso, a criação de uma política nacional de superação da impunidade", comenta.
Crime de Oportunidade - 3º dia de estágio
No meu terceiro plantão de estágio fizemos um flagrante de adolescente de 17 anos que roubara um celular de uma adolescente. vamos aos detalhes do caso para chegarmos a uma melhor conclusão.
Vamos as características do Autor: Negro, porte físico forte, estudou até a 6 série do poronga - não está estudando atualmente - , usuário de drogas (pasta base de cocaína e maconha) desde os 15 anos, morador da periferia de Rio Branco/Ac.
Características da Vítima: Mulher, branca, estudante, porte físico magra, classe média.
O fato: A vítima estava caminhando com um celular de primeira linha ouvindo música com o mesmo próximo ao ouvido, sendo que a vítima se encontrava num bairro que não era o seu, ou seja, que desconhecia. Olhando a situação toda que favorecia a prática delituosa, o agente aproximou-se da vítima pediu o celular e na recusa desta o agente tomou-o de seu braço usando a força física, situação que favorecia por ser a vítima bem magra. O agente um dia anterior a esse crime ja tinha passado na mesma delegacia sendo acusado por furtar um DVD de uma residência, por esse motivo o Agente foi encaminhado a UIP (Unidade de Internação Provisória) por onde ja havia passado duas vezes. Esse crime é considerado pelos doutrinadores como um crime de oportunidade, onde o agente por uma determinada facilidade ou oportunidade acaba comentendo o crime.
A pergunta que não quer calar, adiantará a prisão nesse caso para esse adolescente? ou melhor seria, se houvesse, encaminhar esse adolescente a um tratamento? Questões bem discutidas e que devem ser levadas em conta.
terça-feira, 3 de março de 2009
Segundo dia de estágio
Pois bem, parei no meu segundo dia de estágio, vamos a ele. Desta feita fui fazer meu estágio na Delegacia de Flagrantes – DEFLA. Foi uma experiência boa e foi na DEFLA que eu ouvi um dos comentários mais sábios e que até me impulsionou ainda mais a almejar ver um dia um policiamento preventivo de fato. Um policiamento que se antecipe ao crime, e que o iniba antes mesmo de querer desabrochar.
Veio de um Jovem Senhor Agente de Polícia Civil com mais de 20 anos de polícia e ele me fez o celebre comentário. “é muito bom ver jovens como vocês se formando numa academia de qualidade, fazendo um curso policial antes mesmo de exercer a profissão, porque nós e a sociedade precisamos de pessoas novas e inteligentes, pois o crime se tornou muito inteligente e só vamos combater o crime de verdade se tivermos pessoas inteligentes que entendam sua natureza e como combate-lo ... ainda continuou a dizer mais, ... quando eu entrei na polícia não tinha nada disso de estudos, de direitos humanos, me deram uma arma e uma camisa e aí eu fui ser polícia”.
Resumindo em poucas palavras o que esse policial veterano disse, eu quero dizer que, como é bom ver pessoas tão antigas na corporação que não ficaram paradas no tempo, elas evoluíram juntamente com o mundo, coisa que não é comum acontecer. Conversava com um policial que estuda comigo ele me dizia: “Quando eu entrei na polícia (15 anos atrás) eu fui treinado para combater o crime, mais combater na porrada mesmo, na bala, bandido tem que morrer mesmo para acabar o crime, entrei na polícia pensando em fazer revolução”. Realmente isso funcionou em anos passados, graças a Deus que foram em anos passados, hoje a metodologia é outra, o mundo é outro, as coisas mudaram e a tendência é que a polícia siga essa mudança, com novos métodos de combate ao crime, com novas técnicas, e etc. Isso me deixa feliz, ver que ainda há esperança e se há esperança temos que ter fé e buscar um mundo melhor para vivermos em harmonia com nossos semelhantes.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Filmes
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Monstros a Solta
Nesse carnaval começamos a parte pratica do curso de formação policial, iniciamos nosso primeiro contato com as delegacias e com o trabalho que vamos desempenhar brevemente.
Confesso que fui uma experiência única, momentos diferentes vividos, agora por dentro do sistema e não por fora como de costume.
Meu primeiro plantão foi na Delegacia da Mulher. Estive por lá de 18:00 às 0:00 horas do dia 21 de fevereiro de 2009 (sábado).
Não me lembro muito bem que horas eram, acredito que entre 21:30 às 22:00 horas, foi nesse horário aproximadamente que ocorreu algo que acredito que vai marcar minha vida profissional.
Estava no balcão da recepção da delegacia quando uma RP (radio patrulha) da PM trouxe para delegacia duas mulheres que estavam brigando num bar. Uma vestia um vestido preto, a outra vestia uma saia jeans, bem suja e curta, uma camisa, tipo camiseta meio laranjada, também estava bem suja. A de vestido preto, era uma jovem de cor parda, a outra de saia curta era uma loira, com uns cabelos bem descuidados, assim como sua vestimenta. A moça de vestido preto dizia aos policias que a trouxeram que não tinha passagem pela polícia e que era uma pessoa honesta e que não tinha motivo para estar ali. Essa moça estava bem mais alterada que a outra. Não sei por qual motivo. Até ai tudo bem, fato típico de delegacia. Só que ocorreu um fato que não é típico de delegacia ou ao menos não deveria.
Essa jovem de vestido preto estava sentada num banco, não esboçava reação alguma de perigo, de que seria capaz de agredir alguém, pelo menos ali naquele momento. Estava rodeada de policiais e mais seis estagiários (três alunos delegados e três alunos escrivões de polícia). Estava totalmente indefesa. Ocorre que ela começou a dizer que iria processar o policial que a tinha colocado na viatura, pois o mesmo havia agredido-a no momento da prisão. O policia rebatia a acusação dizendo que somente tinha pegado pelo braço e colocado dentro da RP. Nesse intervalo de bate-boca o policial perdeu o controle e deu umas porradas bem forte agredindo a vítima pelas costas com socos violentos e disse “agora você pode ir me denunciar por ter agredido você”. A porrada foi tão forte que os colegas que estavam em outras salas saíram para ver o que estava acontecendo. O agressor só parou quando seu superior o segurou e pediu que se controlasse.
Nesse momento meu coração começou a bater mais forte e acelerado, a moça que foi espancada dizia, “bate mais, bate mais, seu covarde, hoje você é o todo poderoso, quero ver no dia do juízo final você diante de Jesus, você vai pagar pelo que fez, o que se faz aqui agente paga”. Essa cena não pára de passar em minha mente. Quando eu menos espero, estou pensando na cena da mulher agredida dentro da delegacia da mulher. Minha vontade naquele momento foi uma só. Vou dá voz de prisão para esse criminoso e informar seu oficial pelo ocorrido. Queria vê-lo dentro da cela, preso. Mas, pensei, eu sou só um aluno escrivão, sou pequeno de mais e em açude grande os peixes pequenos são engolidos pelos peixes graúdos.
Esse foi meu primeiro plantão. Foi o ocorrido que marcou, e que acredito que a cena daquele crime vai ficar gravada para sempre em minha mente.
O agressor tinha cabelos grisalhos, demonstrava ser um veterano na polícia, fato que daria ao policial uma experiência e um compromisso maior de servir o cidadão com humanidade. Mais isso não foi o que ele passou. Fico pensando, esse policial estava armado, trabalhando atendendo a população, se ele teve coragem de fazer o que fez dentro da delegacia a vista de todas as demais autoridades policiais, imagina o que esse agressor, (me recuso a chamar um marginal desse de policial) não pode fazer quando está nas ruas, longe de todos os olhares, e longe das câmeras de televisão?
Numa próxima oportunidade relatarei meu segundo dia de estágio, esse sim, foi um dia de coisas boas, de bons aprendizados.
Uma frase para terminar: “Quando combatemos monstros temos que ter o cuidado para não nos transformarmos num deles”. (frase do filme JUSTIÇA A QUALQUER PREÇO).
